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Ambiente Maia
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Sorria, está na Maia!

Sobre os usos do solo na Maia…

Na perspectiva do ordenamento do território, o solo é encarado sob duas vertentes: recurso necessário à produção de alimentos para sobrevivência do ser humano e dos animais e de suporte a estruturas e infraestruturas. Nesse sentido, torna-se muito importante conhecer o comportamento, as capacidades e limitações dos diversos usos do solo.

Dentro do território do Concelho da Maia, encontram-se diversos usos do solo, conforme consta na Carta de Aptidão da Terra:

Classes de aptido de solos

Legenda: Classes de aptidão dos solos
Fonte: Direcção Regional da Agricultura da Região de Entre Douro e Minho

a) Áreas com aptidão para a agricultura

  • A1 - Aptidão Elevada – Com elevada aptidão para a agricultura
  • A2 - Aptidão Moderada – Vinha (até 400 m, exposição sul); cerejeira, macieira, nogueira e castanheiro (até 400 m, exposição norte).
  • A3 - Aptidão Marginal - Agricultura de espécies perenes (arbóreas e arbustivas)
  • A0F0 - Sem aptidão para a agricultura, bem como para a floresta de exploração e/ ou silvo-pastorícia

b) Áreas com aptidão para a floresta de exploração

c) Áreas sociais

Dados entre 1989 e 1999 mostram que, tal como nos restantes concelhos da Área Metropolitana do Porto, a área agrícola da Maia tem vindo a diminuir.

Em 1999, a agricultura ocupava cerca de 1/5 do território da Maia (21,7%), o que corresponde a 1800 hectares (ha) e a 11% da superfície agrícola utilizada na Área Metropolitana do Porto.

Em algumas freguesias da Maia subsiste o sistema de produção forrageira destinado à alimentação de bovinos de leite, com um número significativo de explorações leiteiras intensivas. O sistema agrícola na área do Concelho caracteriza-se ainda por pequenas áreas hortícolas.

A silvicultura presente na Maia caracteriza-se por uma pequena percentagem de povoamentos mistos de pinheiro e eucalipto, mais relevantes a Norte e a Este do Município.

Apesar da classificação sistemática sobre as potencialidades de uso dos vários tipos de solo, nomeadamente para a agricultura e exploração florestal e do planeamento de medidas de protecção, têm sido inúmeras as pressões sofridas sobre o solo.

As principais pressões sobre o uso do solo dão-se ao nível dos processos de impermeabilização. Sabe-se que, no ano de 2000, 28% do território do Grande Porto estava impermeabilizado.
Entre 1990 e 2000, as áreas correspondentes aos tecidos urbanos do Grande Porto passaram de 19% do território para 25%, com um aumento de 1,4 ha/dia.

A este nível, a Maia foi um dos concelhos que teve maior variação de tecido urbano (12%):

Variação do tecido
urbano na Maia
19902000Variação (1990-2000)
Área (ha) 1281 Área (ha) 2261 Área (ha) 979
% 15 % 27 % 12

Entre 1991 e 2004, o número de edifícios (habitação familiar clássica) aumentou 14% no Grande Porto. Estando o Concelho da Maia em torno do centro metropolitano, este foi o que revelou maior dinamismo, com uma variação de 29,2%.

Em 2001, regista-se um total de 24675 edifícios no concelho da Maia, passando esse valor para 26755 quando se tem em conta o ano de 2009.

Neste período, o crescimento do número de fogos é de 8,4%, superior é média da AMP (5,5%).

Variação do número de edifícios na Maia
1991200120042009Variação (1990-2001)
19.897 24.675 25832 26755 29,2%

Fonte: Censos 1991 e 2001 e Anuários Estatísticos do INE

O crescimento da rede viária e a expansão do Metro do Porto tem provocado e continuará a provocar alterações do uso do solo, em zonas que têm ocupação não urbana, pelo que a Maia não será excepção.

Outro factor que tem causado pressões sobre o património natural, entre eles o solo é a construção fora dos perímetros urbanos, nomeadamente em áreas de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN).

Neste processo torna-se naturalmente importantíssima a participação da população em todos estes níveis de decisão.

Zonas naturais
classificadas da Maia
Estrutura EcológicaRENRAN
Área (ha) 1102 Área (ha) 546.4 Área (ha) 1358.3
% 13 % 6.5 % 16.2

Comparando com outros municípios da Área Metropolitana do Porto, a Maia é uma dos concelhos com menor índice de diversidade nos usos do solo, o que significa que existe homogeneidade e uma distância física considerável entre cada tipo de ocupação do solo (ex. agrícola, florestal, urbano, etc.).

Para mais informações sobre o planeamento associado aos usos do solo e biodiversidade, visite a área dedicada ao Ordenamento do Território.