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Ambiente Maia
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Sinais de Alerta

Evidências 

A evidência das alterações climáticas baseia-se na observação e análise de variáveis climáticas. Estas variáveis são medidas in situ, na superfície terrestre e oceânica ou na atmosfera e no oceano profundo assim como ex situ, através de tecnologias de deteção remota como os satélites e radares. Os registos começaram em meados do século XIX, sendo que começaram a ser sistematizados a partir de 1950.
 
A tecnologia usada na análise e recolha de dados e materiais sobre o clima tem evoluído muito. Para reconstruir as séries climáticas passadas também se recorre a dados indiretos, como os dados biológicos (árvores, pólenes e fósseis), criológicos (amostras de gelo), geológicos (rochas, dunas e sedimentos oceânicos) e históricos (registos escritos sobre as condições atmosféricas e fenómenos biológicos associados ao clima), de forma a inferir propriedades atmosféricas como a temperatura e a pluviosidade.
 
Os glaciares e a neve estão a derreter e o nível médio do mar está a subir. A atmosfera e o oceano estão a aquecer e os padrões de pluviosidade estão a mudar. Em algumas regiões tem chovido com maior intensidade, o que leva à ocorrência de um maior número de cheias. Em oposição, noutros territórios, a ausência de chuva origina grandes períodos de seca. Estes são alguns sinais de alerta que estão cada vez mais presentes no nosso quotidiano.
 
 
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 Impactes no mediterrânico 

O sul e sudoeste da Europa, onde Portugal se encontra, é considerado um “hotspot climático”, isto é, uma área geográfica onde o número de efeitos adversos será superior.
 
De acordo com o levantamento feito pela Agência Europeia do Ambiente, as principais consequências das alterações climáticas na região mediterrânica são:
  • Aumento das ondas de calor;
  • Redução do caudal dos rios e cursos de água doce;
  • Aumento do risco de seca;
  • Aumento do risco de perda de biodiversidade;
  • Aumento do risco de ocorrência de fogos florestais;
  • Aumento da competição entre os diferentes usos da água;
  • Aumento da procura de água para agricultura;
  • Redução da produtividade cerealífera;
  • Aumento do risco para a criação de gado;
  • Aumento da mortalidade;
  • Expansão da área de distribuição para vetores transmissores de doenças;
  • Redução do potencial de produção de energia;
  • Aumento da procura energética para arrefecimento;
  • Aumento do risco de perigos climáticos múltiplos;
  • Aumento do nº de setores económicos afetados negativamente.

 

Efeitos previstos para Portugal

Portugal está entre os países da Europa que apresenta maior vulnerabilidade às alterações climáticas. Os projetos SIAM, SIAM II e CLIMAAT II constituem a primeira avaliação de risco climático a nível nacional e evidenciam projeções de alterações essencialmente ao nível das variáveis temperatura e precipitação:

 

  • Aumento significativo da temperatura média em todas as regiões de Portugal até ao final do século XXI;
  • Subida da temperatura máxima no verão, entre 3°C na zona costeira e 7°C no interior, para o território continental;
  • Aumento do número de dias quentes (temperatura máxima superior a 35°C) e de noites tropicais (temperatura mínima superior a 20°C);
  • Aumento da frequência e intensidade de ondas de calor, com o consequente aumento do risco de incêndio;
  • Diminuição dos dias com geada e dos dias com temperatura mínima inferior a 0°C;
  • Aumento dos eventos de precipitação intensa ou muito intensa;
  • Tempestades de inverno mais intensas, acompanhadas de chuva e vento forte;
  • Redução da precipitação em Portugal continental durante a primavera, verão e outono, com as maiores perdas a ocorrerem nas regiões do Sul;
  • Redução da precipitação média anual, até cerca de 30% no arquipélago da Madeira;
  • Nos Açores, prevêem-se alterações no ciclo anual de precipitação, mas sem impacte nos valores totais.

A extensa orla costeira do país também aumenta a sua vulnerabilidade em matéria de alterações climáticas. As projeções de cenários com maiores emissões de gases com efeito de estufa para a capital do nosso país, Lisboa, indicam que o mar pode subir até quase 1 metro no final deste século, o que significaria que tanto a Praça do Comércio, como toda a Lezíria, ficariam submersas.