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13.ª Edição do Jazz no Parque Central da Maia 2026
A 13.ª edição do Jazz nos Jardins do Parque Central da Maia regressa para celebrar a música, a cultura e os encontros ao ar livre num dos espaços mais emblemáticos da cidade.
Ao longo de várias noites de primavera, o festival volta a transformar os jardins do parque num palco de emoções, improviso e partilha, reunindo artistas nacionais num ambiente único e acolhedor.
Mais do que um ciclo de concertos, o Jazz no Jardim afirma-se como um ponto de encontro entre diferentes gerações, estilos e sensibilidades musicais, promovendo a proximidade entre o público e os músicos num cenário natural que convida à descoberta e à contemplação.
O Parque Central da Maia volta, assim, a ser palco de momentos inesquecíveis, onde a música se vive ao ar livre, em comunhão com a cidade e com todos aqueles que fazem do Jazz no Jardim uma referência cultural da região.
Programa:
12 de junho, 21h30
Pedro Neves Quarteto “Northern Train”
13 de junho, 11h30
"Do Outro Lado do Som" Concerto para crianças e famílias
13 de junho, 18h30
Pedro Molina “A Name I Knew”
13 de junho, 21h30
Axes "Hexagon"
14 de junho, 16h00
“The Peace of Wild Things”
14 de junho, 17h00
AntQuestra + Mariana Vergueiro
Maia – uma comunidade culturalmente ativa
Gratuito
Pedro Neves Quarteto “Northern Train”
"Northern Train” é o novo registo discográfico de Pedro Neves, onde se junta ao seu habitual trio, composto por José Marrucho na bateria e Miguel Ângelo no contrabaixo, o trompetista galego Javier Pereiro. Como Mário Azevedo descreve, “Northern Train” sugere-nos um espaço-tempo de evasão, bem para lá do meramente geográfico ou musical. Trata-se de uma viagem imaginária – uma espécie de viagem pelo interior de cada um de nós - que se inscreve no território do devaneio e da experiência sensorial, convocando no ouvinte imagens interiores, memórias difusas e muitos, mas mesmo muitos, afetos indeterminados. Ao contrário do habitual, Pedro Neves cria justamente condições para que cada um de nós faça o seu trabalho de casa e as projete, tornando-nos a todos cúmplices da invenção, da criação, da interpretação e da receção numa partilha de um sonoro-sensível audaz.
Pedro Neves - Piano e composição | Javier Pereiro - Trompete | Miguel Ângelo - Contrabaixo | José Marrucho - Bateria
"Do Outro Lado do Som" Concerto para crianças e famílias
O Concerto para Famílias surge como um convite à comunidade, incluindo os mais pequenos, para mergulhar num imaginário musical interativo. Aos jogos rítmicos e harmónicos juntar-se-ão sons inesperados. Desmistificamos o erro, abraçamos a espontaneidade e procuramos uma voz em conjunto. Será um momento onde mundos
diferentes se encontram, proporcionando aos participantes, um contacto com a improvisação e a criação de ambientes sonoros em tempo real em total liberdade de expressão.
Pedro Molina “A Name I Knew”
Como soa o tempo a dissolver-se, o esquecimento a arrasar o terreno do que antes era certeza? A Name I Knew, atravessa essa paisagem centrando-se no Alzheimer: do jazz ao pop/rock, da estrutura à liberdade do free.
Cada composição é um fragmento de memória que se desfaz e se transforma — momentos de lucidez, notas suspensas na tragédia do que já não será lembrado, e o cuidado daqueles que permanecem ao nosso lado quando nomes e rostos se apagam. Entre alucinações, contradições e estados de espírito que mudam sem aviso, a música procura o que resiste: o sabor persistente do familiar, a vibração do vivido, a ternura que permanece mesmo quando tudo se perde.
No caos da improvisação, no abraço do conhecido que se torna distante, surge uma narrativa musical que celebra o que nos sustém: a memória que permanece, mesmo que fragmentada; o eco do amor, da presença, daquilo que podia ser - e ainda é.
Hugo Ferreira - guitarra | Miguel Meirinhos - piano | Pedro Molina - contrabaixo e composições | Gonçalo Ribeiro - bateria
Axes "Hexagon"
Constituindo ao longo dos últimos anos um dos principais focos criativos do saxofonista e compositor João Mortágua, este sexteto editou o seu álbum de estreia em Junho de 2017, firmando desde logo uma estética composicional arrojada, transversal e eclética, numa "fusão entre o erudito e o urbano, uma ode ao pássaro citadino e à geometria pagã". Disse a crítica que é "um disco excelente de ouvir, (...) com ideias musicais muito interessantes de seguir" (jazz.pt), em que "cada melodia abre um caminho amplo, derrubando tudo à sua frente" (Bird is the worm). Foi eleito álbum do ano pela jazz.pt e pelo blog JazzLogical. Disse ainda Ian Paterson, da All About Jazz, na cerimónia de encerramento da European Jazz Conference, que "esta é alguma da música mais vanguardista a ser feita na Europa neste momento; os Axes são um exemplo da música nova que os festivais deveriam estar a celebrar nos seus cartazes".
Em "Hexagon", lançado em 2023, Mortágua dá definitivamente um passo em frente na história da banda, erguendo sobre os seus alicerces identitários toda uma nova construção geométrica, desta vez com a adição do baixo elétrico, baseada na narrativa dos ângulos e dos polígonos. Partindo dessa premissa arquitetónica, a música deste novo álbum revela-se firme e impactante, buscando no equilíbrio entre a força e a emotividade o ónus do seu significado: uma permanente construção conjunta sobre a tela em branco que é a nossa passagem pelo mundo. Considerado um dos 10 melhores álbuns jazz do ano pela revista jazz.pt (“música tão complexa quão fresca, fundada na tradição do jazz, mas ávida de alargar horizontes”, “uma proposta esteticamente desafiante e transversal, prenhe de novas ideias, derrubando feudos e lançando sementes”) pelo Rimas e Batidas (“linhas, ângulos, vértices preenchidos por entusiasmado desempenho musical”), e nomeada para um Prémio Play da Música Portuguesa, a banda apresentou já este novo trabalho no Porto (Serralves e Rivoli), em Braga (Noite Branca e Pandemónio Jazz Fest), Viseu (Que Jazz é Este), Coimbra (Festival Jazz ao Centro), Teatro Municipal da Covilhã e no Tampere Jazz Festival (Finlândia).
João Mortágua - Saxofone soprano e composição | Afonso Boucinha - Saxofone alto | Hugo Ciríaco - Saxofone tenor | Rui Teixeira - Saxofone barítono | Filipe Louro - Baixo elétrico | Pedro Vasconcelos - Bateria
“The Peace of Wild Things”
“The Peace of Wild Things”, com Clara Lacerda no piano, Romeu Trsitão no contrabaixo e Ricardo Coelho na bateria e percussões, é um trio, ativo desde 2021, dedicado à descoberta e reinterpretação de espirituais negros e hinos protestantes, assim como à exploração de repertório original inspirado por esse universo. “Queremos aproximar a música ao público (e o público à música), preservando o conceito de ritual, que durante séculos esteve inquestionavelmente ligado a todas as artes.”
Clara Lacerda - piano/composição | Romeu Tristão - contrabaixo | André Sousa Machado - bateria
AntQuestra + Mariana Vergueiro
Este concerto é dedicado ao swing do início do século XX, a base da tradição dos standards de jazz, que compõem a linguagem universal deste estilo de música. Sendo a big band, ou orquestra de jazz, uma das formações mais icónicas na interpretação deste cancioneiro, vimos desafiar o público e, em particular, a comunidade próxima às diferentes formas de expressão da dança, para se juntarem no Parque Central da Maia e colorir a tarde com movimento.
A AntQuestra foi fundada em 2023 e é liderada pelo baterista Antón Quintela. Este concerto marca a primeira apresentação fora do Espaço Porta-Jazz, onde habitualmente ensaiam e se apresentam ao público. Também em estreia, surge o primeiro convite a um solista, neste caso à cantora Mariana Vergueiro, que irá interpretar temas como Bye Bye Blackbird, Georgia On My Mind e They Can't Take That Away From Me, convidando o público a dançar ao som de clássicos intemporais do jazz.
Saxofones - João Paulo Silva | Afonso Silva | Gil Silva | Pedro Matos | Rafael Gomes
Trombones - Ricardo Resende | Hugo Caldeira | Maria Beatriz Moura | Rui Bandeira
Trompetes - Rúben Rosa | João Pedro Dias | Hugo Silva | Pedro Sequeira
Secção Rítmica - Ricardo Moreira - Piano | Gonçalo Sarmento - Contrabaixo | Antón Quintela - Bateria