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Saúde Sénior 60+ ~ Prevenção e Cidadania
A Câmara Municipal da Maia implementa pelo seu 4º ano consecutivo o Programa Municipal de Saúde Sénior 60+, que abrange quatro áreas essenciais de hábitos e estilos de vida saudáveis - a Saúde Oral, a Educação Alimentar e a Saúde Mental/Psíquica e Prevenção e Cidadania.
Este programa conta este ano com a estreita colaboração de 11 respostas sociais, Públicas e Solidárias, do concelho da Maia que desenvolvem, assim como com um conjunto de outros parceiros.
Durante o mês de fevereiro as atividades do programa incidiram sobre a área da Prevenção e da Cidadania onde em diversas sessões fora abordadas temas como "primeiros socorros e risco de quedas", "sexualidade e prevenção do HIV" e "direitos dos idosos: abusos e maus-tratos".
A queda no idoso bem como a ausência de noções básicas de primeiros socorros e o acidente doméstico estão entre as principais caussa de morte acidental na população com idade superior a 65 anos.
Com o envelhecimento, o controlo postural e a destreza física são postos em causa levando a alterações que podem ir desde a instabilidade até às quedas, as quais constituem um problema de saúde pública, de grande impacto social, enfrentado por todos os países em que ocorre um expressivo envelhecimento populacional. As noções básicas de primeiros socorros e risco de queda adequadas às capacidades motoras e cognitivas dos Seniores poderão fazer toda a diferença no quotidiano de um sénior.
Nos dias de hoje, as dinâmicas sociais e o aumento da esperança média de vida, tornaram importantes as ações de prevenção da infeção por VIH em idades mais tardias, sem utilizar critérios de exclusão, alertando para os efeitos dos comportamentos de risco.
Um dos alertas surge com o aumento dos casos de VIH-SIDA nas faixas etárias mais tardias, segundo a DGS, entre 1983 a 2013, a média de idades de diagnóstico do VIH transita dos 20 para os 44 anos, com o aumento de novos casos acima dos 49 anos. Em 2014, a DGS apresenta, de novo, um aumento da frequência de novos casos nas faixas etárias acima dos 50 anos.
O abuso do cidadão idoso é considerado um problema de saúde pública mundial e afeta 4 a 6% da população idosa dos países desenvolvidos. Trata-se de um grupo populacional muito vulnerável e facilmente exposto a situações de abuso, negligência e isolamento social. Assim, o que se pretende é dotar o idoso de informação para que situações deste âmbito diminuam e os mesmos percebam que existem um conjunto de ferramentas na sociedade que podem ser acionadas em sua defesa.