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Maia assinala Dia do Cuidador Informal com um encontro dedicado ao descanso, partilha e reconhecimento
A Câmara Municipal da Maia assinalou, esta quarta-feira, o Dia do Cuidador Informal com um encontro dedicado a quem, diariamente e de forma silenciosa, cuida de familiares ou pessoas próximas em situação de dependência.
A iniciativa, organizada pela autarquia em parceria com a Unidade Local de Saúde de São João e com o Serviço Local da Segurança Social, decorreu na Escola Príncipe da Beira, na Cidade da Maia, e reuniu dezenas de cuidadores informais para uma sessão de abertura, uma atividade de dança e um lanche-convívio.
O objetivo era claro - criar um espaço de pausa, apoio mútuo e valorização. Entre os participantes esteve Albina, cuidadora informal há vários anos, que partilhou o impacto emocional de uma vida totalmente dedicada à mãe. “A minha vida mudou há nove anos. Deixei de saber o que é conviver, sair, passear com o meu neto ou tomar um café com o meu marido”.
Nas quatro horas em que a equipa do Maia Cuida + está em sua casa, Albina aproveita para se encontrar com quatro amigas, que também já foram cuidadoras. “Vamos lanchar, conversamos, rimo-nos, desabafamos. Sinto-me compreendida. Quando vou para casa, vou mais leve”, contou.
“Hoje, estou muito contente por estar aqui e arrependo-me de não ter vindo no ano passado.” O testemunho emocionou a sala.
Na sessão de abertura, a Vice-presidente da Câmara Municipal da Maia, Emília Santos, destacou o valor humano e social deste papel tantas vezes invisível. “Quando hoje dizemos que não há cuidador informal sem entrega, estamos a dizer que o cuidar é um ato maior de amor e de humanização. Essa entrega é também uma economia invisível, um trabalho silencioso, que sustenta famílias inteiras. E estamos aqui para reconhecer e valorizar isso”.
Emília Santos reforçou ainda que o apoio do Município visa garantir que quem cuida não é deixado para trás. “Para cuidarmos bem de alguém, temos de estar bem nós próprios. É por isso que este projeto existe: para vos apoiar, para vos dar espaço, tempo e descanso — nem que seja uma pausa de algumas horas por semana. O melhor que podemos fazer é cuidar de quem cuida. Não é apenas o betão que constrói uma cidade. São as pessoas”.
O encontro decorreu em ambiente acolhedor, marcado pela dança, pelo cuidado e pelo reencontro consigo e com os outros.
Fotografia: Mário Santos / CM Maia