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Festival Internacional Órgão & Música Sacra

11 a 18 Out
Adicionar a calendário 2021-10-11 00:00:00 2021-10-18 00:00:00 Europe/Lisbon Festival Internacional Órgão & Música Sacra Evento
Festival Internacional Órgão & Música Sacra
Cultura

O Festival Internacional de Órgão e Música Sacra vai contar com 42 concertos, divididos por 26 igrejas do Porto, Maia, Gondomar e Valongo.

Na Maia, haverá seis pequenos concertos no Salão Nobre da Câmara Municipal da Maia e mais sete concertos nas igrejas de Nossa Senhora da Maia, Igreja de Silva Escura, Mosteiro do Divino Salvador de Moreira, Igreja de S. Tiago de Milheirós e Igreja de São Faustino de Gueifães, conforme o seguinte programa: 

Concertos nas Igrejas
- Segunda-feira, dia 11 de outubro às 21h30. Igreja de Nossa Senhora da Maia. Concerto pelo organista
Roman Hauser (Áustria) comemorativo do 2o aniversário do Grande Órgão Siegefried Schmid;

- Terça-feira, dia 12 de outubro às 21h30. Igreja de Silva Escura. Concerto pelo ensemble de
música antiga Cuore Armonico (Portugal) comemorativo dos 300 anos da construção da
igreja;

- Quarta-feira, dia 13 de outubro às 21h30. Mosteiro do Divino Salvador de Moreira. Concerto pelo organista
Ignace Michiels (Bélgica);

- Quinta-feira, dia 14 de outubro às 21h30. Igreja de S. Tiago de Milheirós. Concerto pelo
organista Radoslaw Marzec (Polónia);

- Sexta-feira, dia 15 de outubro às 21h30. Igreja de Nossa Senhora da Maia. Concerto excecional para órgão e orquestra sinfónica, com a organista Ilaria Centorrino (Itália) acompanhada pela Orquestra Sinfónica da ESMAE/IPP sob a direção do maestro José Eduardo Gomes;
Programa: Fantasia Concertante (1969) para órgão e orquestra de câmara de Frederico de Freitas (1902-1980) e a Sinfonia no 3 em Dó menor “Órgão” de Saint-Saëns (1835-1921) na comemoração dos 100 anos da morte do compositor e integrado nas comemorações dos 500 anos do Foral da Maia;

- Sábado, dia 16 de outubro às 21h30. Igreja de S. Faustino de Gueifães. Concerto pelo
organista Andrés Cea Galán (Espanha);

- Domingo, dia 17 de outubro às 17h. Mosteiro do Divino Salvador de Moreira. Concerto pela organista Marie-
Ange Laurent (França).

Ciclo de pequenos concertos às 12:30 no salão nobre da Câmara Municipal da Maia
- Terça-feira, dia 12: concerto pelo organista Roman Hauser (Áustria); 

- Quarta-feira, dia13: concerto pelo ensemble de música antiga Cuore Armonico (Portugal);

- Sexta-feira, dia 15: concerto pelo organista Radoslaw Marzec (Polónia);

- Sábado, dia 16: concerto pelo organista Ilaria Centorrino (Itália);

- Domingo, 17: Concerto pelo organista Andrés Cea Galán (Espanha);

- Segunda-feira, 18: Concerto pela organista Marie-Ange Laurent (França).

"O Festival Internacional de Órgão e Música Sacra (FIOMS) surge, em linha com os grandes festivais internacionais de órgão realizados no Porto até 2015, com o objetivo de preservar, promover e valorizar o vasto e rico património organístico da Diocese e Área Metropolitana do Porto, estimular o interesse das populações pela Música Sacra vocal e de órgão e incentivar o despertar de novos talentos através da criação e implementação de uma proposta de oferta cultural para a região que seja regular, bem articulada e sustentável.
Nesta primeira fase, o FIOMS decorrerá entre os dias 30 de setembro e 23 de outubro de 2021. Serão realizados quarenta e dois concertos em vinte e quatro das mais emblemáticas igrejas do Porto, Maia, Valongo e Gondomar. Contará com a presença de vinte e quatro organistas nacionais e estrangeiros, três maestros, dois coros, um ensemble de música antiga, uma orquestra sinfónica e incluirá uma palestra com o título “Uma conservação – Um restauro” pelo mestre-organeiro Dinarte Machado, responsável pelo restauro dos seis órgãos do Basílica do Palácio Nacional de Mafra.
O FIOMS tem o firme propósito de continuar a trabalhar, em diálogo com as diversas entidades públicas e privadas da região, em torno da elaboração de uma proposta de oferta cultural no domínio da Música Sacra vocal e de órgão que vá, o mais possível, ao encontro das especificidades e necessidades próprias de cada localidade e que sirva, sob o ponto de vista cultural, os interesses das populações. A partir de 2022, o FIOMS dará início, de forma gradual, ao alargamento da sua área de ação a toda a Diocese e Área Metropolitana do Porto.
Pelo património de inestimável valor comprovado pela existência de mais de uma centena de órgãos de tubos espalhados por toda a Diocese e pelo enorme potencial de desenvolvimento turístico da Área Metropolitana do Porto, acreditamos que o FIOMS poderá contribuir, de forma ímpar, para a afirmação da região não só a nível nacional, mas também internacional, colocando-a na rota dos grandes Festivais Internacionais de Órgão e Música Sacra."

Filipe Veríssimo, Diretor Artístico

Roman Hauser
Nasceu em Schwaz, Tirol, em 1982. Depois de terminar sua educação secundária na Handelsakademie em Schwaz, formou-se em performance de órgão na Music and Arts University da cidade de Viena.
A partir de outubro de 2006, Hauser continuou seus estudos de performance de órgão em improvisação de órgão, direção de coro e baixo elétrico na Universidade de Música e Artes Cênicas de Viena.
Recebeu o grau de “Magister artium” com distinção em junho de 2012.
Frequentou master classes com Olivier Latry, Bernhard Haas, Jon Laukvik, Torsten Laux, Ben van Oosten e Jean Guillou.
Roman Hauser é atualmente o organista-chefe da Jesuitenkirche em Viena, onde também é diretor artístico das séries de concertos “Liturgien im Sommer” e “Die Goldene Stunde”.
Concertos como organista e improvisador na Áustria e no exterior representam um elemento central das suas atividades musicais, e a intensa colaboração com várias bandas, conjuntos e artistas solo como baixista, tecladista, pianista e organista completam as suas diversas atividades como intérprete. Desde 2020, leciona improvisação de órgão na Universidade de Música e Artes Cênicas de Viena.

Cuore Armonico
Após vários anos de partilha musical dos intérpretes, ora em contexto académico, ora profissional, CUORE ARMONICO surge em 2019. A partir de práticas interpretativas históricas e contextualizadas em instrumentos da época, o ensemble dedica-se à apresentação de obras do renascimento ao barroco europeu, com diversas formações adequadas aos diferentes programas. Para além de programas mais ecléticos, o ensemble apresenta regularmente propostas temáticas, associadas a épocas, compositores e estéticas específicas, abrangendo repertório vocal, instrumental, secular ou sacro.
O ensemble CUORE ARMONICO assume uma constante intencionalidade educadora na sua ação, numa lógica de educação e mediação cultural, nomeadamente através da contextualização dos programas junto dos públicos.

Rita Venda
Natural de Esposende. Após formação inicial em Canto no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, prosseguiu estudos na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, na área da Música Antiga. De forma mais continuada ou em masterclasses, tem trabalhado interpretação vocal e performance, ao longo do seu percurso, com Jill Feldman, Peter Harrison, Gislaine Morgan, Anita Morrison, Rui Taveira, Oliveira Lopes, Fernanda Correia, Laura Sarti e Magna Ferreira.
Trabalhou com maestros e intérpretes como Paul Hillier, Andrew Bisantz, Álvaro Cassuto, Baldur Brönnimann, Cesário Costa, Christoph König, Filipe Carvalheiro, Filipe Veríssimo, Gregory Rose, James Wood, Joannes Skudlik, Jorge Matta, Kaspars Putniņš, Laurence Cummings, Marco Mencoboni, Michael Sanderling, Nicolas Fink, Nils Schweckendiek, Olari Elts, Lluís Villa, Peter Rundel, Simon Carrington, Paul McCreesh, Sofi Jeannin, Gerhard Doderer, Jonathan Ayerst, Martin Parr, Richard Gwilt, Massimo Mazzeo, Pedro Sousa Silva, Hugo Sanches, entre outros.
Integrou ou realizou performances com agrupamentos como Portogalante Ensemble, Grupo Vocal Olissipo, Orquestra Divino Sospiro, O Bando do Surunyo, Concerto Renascentista Sesquialtera, Alto Minho Ensemble, Coro de Câmara da Universidade do Minho, Coro Polifónico da Igreja da Lapa, Orquestra Sine Nomine, Orquestra da Universidade do Minho, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Barroca Casa da Música e Remix Ensemble Casa da Música.
Integra, desde a sua fundação, o Coro Casa da Música e o ensemble vocal Capella Duriensis, com o qual realizou diversas gravações para a RDP Antena 2 e para a European Broadcasting Union, tendo estado em residência artística nas catedrais de Bristol e Wells. Gravou com este ensemble três discos de polifonia portuguesa, dois dos quais para a editora multinacional Naxos. É membro fundador do ensemble Cuore Armonico, que se dedica ao repertório renascentista e barroco.
Participou no Festival de Música Antiga de Úbeda y Baeza (Espanha), no Festival Haendel, em Londres, no Festival Tenso Days, em Marselha, no Fringe Festival, em Utrecht (Holanda), no Festival de S. Roque, em Lisboa, no Festival Cistermúsica, entre outros.
Como solista, tem interpretado repertório desde o período renascentista até música contemporânea, destacando-se a performance no âmbito da música antiga sob práticas historicamente informadas. No âmbito da música de câmara coral, participou em diversas estreias mundiais.

Diogo Zão
Iniciou estudos musicais na Escola de Música de Esposende. Concluiu o curso complementar de piano no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian – Braga, na classe de Fátima Abreu, e o curso complementar de órgão no Conservatório de Música do Porto, na classe de Paulo Alvim, prosseguindo estudos superiores no âmbito da Música Antiga, na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, estudando cravo com Ana Mafalda Castro.
Em contexto de masterclass, nos âmbitos do Órgão e da Música Antiga, trabalhou com Lionel Roog, Joseph Uriol, Daniel Roth, Ketil Haugsand, Richard Gwilt, Ranee Zipperling, entre outros. Como organista, realizou serviço litúrgico, de forma regular, na Igreja da Lapa (Porto) e na Igreja Matriz de Esposende. Desempenha funções de pianista acompanhador na Academia de Música de Viana do Castelo, destacando-se o trabalho realizado no âmbito do projeto coral VianaVocale (Coro de Câmara, Coro Sinfónico e Coro Júnior). Desenvolve o mesmo trabalho com o Coro de Pequenos Cantores de Esposende, o Coro Ars Vocalis, o Coro CouraVoce e com outras formações corais do norte do país. É membro fundador do ensemble Cuore Armonico, que se dedica ao repertório renascentista e barroco. Integra ainda o Alto Minho Ensemble.
Tem-se apresentado em concerto com diversas formações, tendo a oportunidade de trabalhar com maestros e diretores corais como Lluís Villa, Jonathan Ayerst, Jorge Matta, Vítor Lima, Filipe Veríssimo, Barbara Francke, José Eduardo Gomes, Helena Venda Lima, Julián Lombana, Ernst Schelle, Javier Viceiro, entre outros. Foi intérprete na estreia de obras dos compositores Fernando Lapa, Osvaldo Fernandes, Sérgio Azevedo, Paulo Bastos, Carlos Azevedo, Telmo Marques, Eurico Carrapatoso, Mário Laginha e António Pinho Vargas. Gravou discos com o Coro de Pequenos Cantores de Esposende, o Coro Ars Vocalis e o ensemble Capella Duriensis. É licenciado em Psicologia, pela Universidade do Minho, desempenhando funções públicas na área da Educação no Município de Esposende.

Ignace Michiels
Ignace Michiels estudou órgão, piano e cravo na Academia de Bruges, sua cidade natal. Em 1986 ganhou o prémio do Instituto Lemmens em Leuven.
Posteriormente, aprofundou os seus estudos musicais com Robert Anderson, na Southern Methodist University em Dallas, na Royal Academy em Bruxelas com Herman Verschraegen e com Odile Pierre no Conservatório Nacional de Paris, onde obteve o prestigiado “Prémio de excelência” por unanimidade do júri, do qual Jean Langlais fazia parte. Obteve também o Diploma Superior de Música de Órgão pela Royal Academy of Ghent.
Foi professor de análise musical na Royal Academy of Ghent, tendo sido recentemente nomeado professor de órgão do mesmo instituto. Paralelamente, leciona órgão da Academia de Bruges e é organista titular da Catedral de São Salvador de Bruges.
Ignace Michiels dirigiu o coro oratório ‘Cantores’ por 15 anos, com o qual apresentou uma extensa variedade de obras. É o fundador e diretor do ensemble vocal “De Wijngaard” desde
2008.
O seu vasto repertório inclui as obras completas de Bach para órgão, Franck, Mendelssohn, Dupré e Messiaen, as sinfonias de Widor e Vierne e as sonatas para órgão de Guilmant e Rheinberger.
É director artístico do ciclo de concertos da Catedral de Bruges e desenvolve uma intensa actividade concertística internacional quer como solista, quer acompanhado por coro e orquestra. É frequentemente convidado a integrar o júri de inúmeros concursos internacionais de órgão e a orientar master classes em França, Alemanha e Estados Unidos.
Além disso, Ignace Michiels fez inúmeras gravações para rádios clássicas. Em 2009, ele foi nomeado para o prêmio para o cidadão mais merecedor de Bruges.
Em 2009 foi condecorado com o prémio “Conselho Sócio-Cultural” da cidade de Bruges.

Radoslaw Marzec
Radoslaw Marzec nasceu em 1971 em Białystok (Polônia).
Estudou órgão com o Prof. Piotr Grajter na Academia de Música de Bydgoszcz, onde recebeu o Diploma com Distinção Especial e o título de Magister of Art.
Completou sua formação musical com o prof. Andrè Stricker no Conservatoire National de Règion de Strasbourg em França onde obteve o “Diplôme de Specialization d’orgue”.
Em 1995-1996 foi agraciado pelo Ministro da Cultura e Arte da Polónia pelas suas realizações notáveis e sucessos artísticos. Foi um participante ativo em masterclasses de órgão dirigidas por Marie Claire-Alain, Guy Bovet, Ferdinand Klinda e Herbert Wulf.
No ano de 1994 foi o vencedor do „Grand Prix” na competição de órgão em Rumia (Polónia). Em 1999 foi finalista e vencedor do prêmio especial no Concurso de Órgão de Kalinigrad (Rússia).
Em 2001 obteve o grau académico e em 2006 o grau de doutorado. Em 2005, a Editora Polihymnia (Polônia) publicou seu livro “A Interpretação das Obras de Órgãos de Johann Sebastian Bach à Luz das Fontes do Século XVIII”. Em 2006 gravou um CD com música do compositor polonês do século XVII Adam de Wagrowiec. Foi a estreia fonográfica mundial desta música de órgão. Seus interesses musicais e área de especialização incluem música de órgão dos séculos XVI a XVIII. Atualmente, é Professor Titular de órgão na Nowowiejski Academy of Music em Bydgoszcz e na Rubinstein Secondary School of Music. Radoslaw Marzec realiza recitais no país e no exterior como solista e com sua esposa, violoncelista na dupla „Cellorganic”.

Ilaria Centorrino
Ilaria Centorrino nasceu em Messina (Itália) em 1998. Começou a estudar piano na infância e mais tarde em 2013 começou a estudar órgão na escola “A. Corelli ”- Conservatório de Música de Messina (Sicília). Em 2014 mudou-se para o Conservatório de Música “S.Giacomantonio” em Cosenza onde frequenta o curso de Bacharel em Órgão com o prof. Emanuele Cardi.
Já se apresentou em concertos de órgão na Itália, Suíça e Inglaterra e frequentou masterclasses com alguns dos mais importantes professores de órgão como Jurgen Essl, Guy Bovet, Ludger Lohmann, Theo Jellema, Masaaki Suzuki, Christophe Mantoux e Daniel Zaretsky.
Em 2016 ganhou o primeiro prémio no Concurso Internacional de Órgão “Tisia”, o Segundo prémio (primeiro prémio não atribuído), prémio especial “Franz Zanin” no 5º Concurso Internacional de Órgão “Organi storici del Basso Friuli” e segundo prémio no 6º Internacional Concurso de Órgão “Premio Elvira Di Renna” em Faiano. Foi uma das semifinalistas na Competição Internacional de Órgãos em Groningen e Wiesbaden (ed. 2017). No mesmo ano foi premiada como uma das excelências dos Conservatórios italianos, ganhadora de prêmios em concursos internacionais, pelo Presidente da Câmara dos Deputados Italiana, On. Laura Boldrini.
Em 2018 foi selecionada para competir na Competição Internacional de Órgão em Nürnberg. Foi altamente elogiada durante a Competição Internacional de Órgão da Irlanda do Norte em Armagh e ganhou o primeiro prêmio no “XIII Premio delle Arti 2018”, a competição nacional de órgão entre todos os Estudantes de órgão dos Conservatórios italianos. Foi escolhida como uma das três finalistas no Concurso Internacional de Órgão de Miami (fevereiro de 2019), onde ganhou o terceiro prêmio.
Em novembro de 2018 gravou seu primeiro CD para a Urania Record no órgão do Pinchi da igreja de S. Giorgio em Ferrara, dedicado à influência italiana na música de órgão do norte da Europa. Em setembro de 2019, ganhou o primeiro prêmio no concurso “Fondazione Friuli” em Udine (Itália), no qual o presidente do júri foi Olivier Latry, e em outubro do mesmo ano ela ganhou o terceiro prêmio no “Concurso de Órgão Sweelick” em Amsterdão.

José Eduardo Gomes
Foi recentemente laureado com o 1o Prémio no European Union Conducting Competition, tendo ganho igualmente o prémio Beethoven no mesmo concurso. É maestro titular da Orquestra Clássica da FEUP e Professor na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto, onde trabalha com as várias Orquestras. Foi maestro titular da Orquestra Clássica do Centro (2016 a 2018), maestro associado da Orquestra Clássica do Sul (2018/2019), maestro titular do Coro do Círculo Portuense de Opera, no Porto (2011 a 2017) e maestro principal da Orquestra Chambre de Carouge, na Suíça, (2008 a 2011).
Iniciou os seus estudos musicais no clarinete em V. N. Famalicão, sua cidade natal. Mais tarde, prosseguiu os seus estudos na ARTAVE e ESMAE, onde se formou na classe do Prof. António Saiote, tendo recebido o Prémio Fundação Engenheiro António de Almeida. Mais tarde, prosseguiu estudos na Haute École de Musique de Genève (Suíça), em direção de orquestra com Laurent Gay e em direção coral com Celso Antunes.

José Eduardo é membro fundador do Quarteto Vintage e do Serenade Ensemble. É laureado em diversos concursos, onde se destacam o Prémio Jovens Músicos, Categoria Clarinete e Música de Câmara e Concurso Internacional de Clarinete de Montroy (Valência). É igualmente laureado do Prémio Jovens Músicos, Categoria Direção de Orquestra, onde recebeu também o prémio da orquestra. Nos últimos anos, tem sido convidado para trabalhar com as principais orquestras portuguesas, atuando nos mais destacados festivais de música em Portugal. Nas temporadas 2020/21 e 2021/22 tem agendado concertos em Portugal, Alemanha, França, Hungria, Bulgária e Itália.
No domínio da ópera, já participou em várias produções, tais como Mozart Don Giovanni e Cosi Fan Tutte, Haydn Lo Speziale, Marcos de Portugal La Donna di Genio Volubile.
Outra parte importante do seu trabalho é dedicado a orquestras de jovens, um pouco por todo o país. É diretor artístico da JOF – Jovem Orquestra Famalicão.
Em 2018 foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural pela Cidade de V.N. Famalicão.

Orquestra Sinfónica da ESMAE
Criada em 1994, a Orquestra tem como objetivo o enriquecimento curricular e pedagógico, proporcionando aos estudantes uma futura integração em agrupamentos profissionais e orquestras. É considerável e representativo o repertório já abordado pela Orquestra. Igualmente no âmbito da Ópera e da Música Coral Sinfónica se tem desenvolvido trabalho relevante.

Andrés Cea Galán
Andrés Cea Galán nesceu na Andaluzia em 1965. Completou os seus estudos em Espanha tendo continuado a estudar com Jean Boyer em Lille e Jean-Claude Zehnder na Schola Cantorum Basiliensis.
Interessado por instrumentos históricos, emergiu como cravista, tocador de clavicórdio e organista. Trabalhou como construtor de órgãos com Gerhard Grenzing em Papiol e esteve envolvido em restaurações de órgãos e na construção de novos órgãos na Espanha e na França.
Cea é autor de vários tratados musicológicos correspondentes aos seus interesses na música e órgãos espanhóis para teclado. Apresentou a sua dissertação em 2014 na Universidade de Madrid, dedicada ao estudo aprofundado sobre a Cifra Espanhola dos séculos XVI a XVIII. Como editor, ele também tornou as primeiras composições acessíveis à prática musical de hoje.
É o líder da Academia de Órgãos da Andaluzia. Isso envolve ensinar, bem como explorar, preservar e promover os órgãos históricos no sul da Espanha.
Andrés Cea Galán atua como intérprete e professor na Europa, América e Japão. Ele fez inúmeras gravações. As suas gravações em CD contam principalmente com música de órgão espanhola, incluindo as de Antonio de Cabezon e Francisco Correa de Arauxo. Todos foram gravados em órgãos históricos, como em Évora (Portugal), Lerma e Marchena (Espanha).

Marie-Ange Leurent


Depois de estudar órgão com Gaston Litaize no conservatório nacional regional de Saint Maur des Fossés e piano com Lucette Descaves no conservatório Rueil-Malmaison, Marie-Ange Leurent terminou seus estudos no conservatório nacional de música superior de Paris, onde obteve numerosos prêmios incluindo primeiro prêmio de órgão da classe de Michel Chapuis. Frequentou igualmente, as aulas de Marie-Claire Alain na Academia de Saint-Donat.Aos 22 anos, foi nomeada organista titular do grande órgão de Notre-Dame de Lorette em Paris.Marie-Ange Leurent forma uma dupla famosa com Eric Lebrun. Além de duas gravações dedicadas a obras de Gaston Litaize, uma das quais, dedicada às doze peças para grande órgão, é uma estreia mundial, gravou nos órgãos de Santa Maria de Mahon, na Espanha, um recital de música original de Mozart e seus contemporâneos que receberam aclamação da crítica internacional. Gravaram uma obra completa para órgão de Buxtehude (Grand Prix du disk da Charles Cros Academy), e a obra completa de Alexandre Pierre François Boëly (Bayard Musique).Professora de órgão no Conservatório Leo Delibes, em Clichy, e no Conservatório Saint-Mandé, também leciona escrita musical na Universidade de Paris-IV Sorbonne, após ter sido professora de formação musical no Conservatório Nacional Superior de Música e dança de Paris.Vários compositores escreveram obras para ela, incluindo Gaston Litaize (sonata para dois, órgão para quatro mãos), Florentine Mulsant (para a qual estreou o Veni Sancte Spiritus na igreja de Saint-Sulpice, depois a Missa e a Suite Sacrée pour organ ), ou mesmo Valéry Aubertin que lhe dedicou sua sublime Sonatina para as estrelas, bem como sua Terceira Sonata. Marie-Ange Leurent também é a criadora com a atriz Elisabeth Commelin e seis outras atrizes do Grande Livre de Marie, oratório dedicado ao patrimônio pictórico de Notre Dame de Lorette em Paris. Gravou a música para o filme “Não toque no machado” de Jacques Rivette, em homenagem à Duquesa de Langeais de Balzac.