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Consequências e Efeitos

As várias alterações que têm corrido no sistema climático acarretam enormes consequências a nível global, dos ecossistemas, da economia e da saúde e bem-estar humano.

 

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Alterações Climáticas nas nossas vidas 

 

As alterações climáticas são reais e não são um assunto do passado ou do futuro. Estão a acontecer neste mesmo instante e há vários indícios da sua presença.

 

  • A época das alergias dura mais tempo e é mais intensa

O aumento da temperatura em algumas áreas, está a prolongar o período em que as plantas libertam pólen. Este processo para além de piorar o quadro das pessoas com alergias, faz com que surjam novos casos.

  • Os frutos e vegetais são menos nutritivos, mas mais caros

O excesso de dióxido de carbono está a acelerar o processo de fotossíntese, o que faz com que as plantas cresçam com mais açúcar e menos cálcio, proteína, zinco e vitaminas importantes, alterando o seu valor nutricional. Por outro lado, as culturas também são afetadas pelas secas o que acarreta prejuízos e faz aumentar os preços, como aconteceu em 2006 com o trigo. O café, o milho e o cacau são outros exemplos de culturas que tendem a escassear com as alterações climáticas e, no caso português, já estão a ser tomadas medidas de adaptação para manter a produção vitivinícola.

  • Ondas de calor cada vez mais frequentes, mais severas e mais prolongadas.

Sempre existiram ondas de calor pontuais, mas nas últimas décadas têm ocorrido com mais frequência. Em 2012, no Aeroporto Nacional Reagan, o asfalto derreteu devido à força das ondas de calor. Em 2018, o mesmo cenário aconteceu em Queensland, onde os pneus dos carros começaram a ficar revestidos por alcatrão. Outra consequência, é o número de mortes. Em 2003 na Europa, registou-se um aumento de 70 mil mortes, face aos anos anteriores. Em 2015 uma onda de calor que atingiu a India e o Paquistão, causou a morte de mais de 3600 pessoas.

  • Os incêndios provocam danos ambientais, económicos e sociais.

Os incêndios rurais e florestais devastam o solo e a paisagem por todo o mundo, com prejuízos tremendos em termos de bens materiais e naturais. Só em 2018, os incêndios florestais generalizaram-se por todo o centro e norte da Europa, incluindo a Dinamarca e a Suécia. As florestas boreais, que circundam o Ártico, têm registado incêndios a uma taxa não observada nos últimos 10 mil anos. Em Portugal, 2017 ficou marcado pelo valor mais elevado de área ardida desde que há registos. Foram mais de 440 mil hectares de floresta e povoamentos que arderam — o que corresponde a quatro vezes mais do que a média registada nos dez anos anteriores.

  • As tempestades estão a tornar-se mais frequentes e mais perigosas

À medida que a temperatura dos oceanos aumenta, estes vão adicionando mais vapor de água e energia térmica à atmosfera, o que favorece a ocorrência de furacões. As tempestades causam muitos danos, ferimentos e até mesmo perda de vidas, tal como aconteceu com os furacões Maria, Irma, Harvey e, mais recentemente, com o ciclone Idai em Moçambique.

  • Aumentam as migrações climáticas

Secas, inundações e outros desastres relacionados com o clima, estão a forçar algumas populações a deixar os seus bens. Em 2007, na Síria, a escassez de água, as perdas de gado e de culturas agrícolas levaram cerca de 1,5 milhões de pessoas a abandonar a sua região, o que ajudou a desencadear a guerra civil. Nas Filipinas, já foram deslocadas 15 milhões de pessoas desde 2013, devido a tufões e tempestades.

  • Doenças propagam-se mais facilmente

Os insetos transmissores de doenças como dengue e malária são atraídos por temperaturas mais amenas, tendo vindo a aumentar a sua área de distribuição. Os patogénicos que são transmitidos pela água como o caso de algumas bactérias, vírus e protozoários aumentam a sua proliferação com o aumento da temperatura. Nos Estados Unidos, verificou-se que o número de casos de doença de Lyme, transmitidos por carraças, quase duplicou entre 2004 e 2016.