Passar para o Conteúdo Principal Top
Ambiente Maia
Logótipo da Câmara Municipal de Maia

Sorria, está na Maia!

Políticas

  • A Qualidade do Ar no Concelho da Maia

O ÍNDICE DE QUALIDADE DO AR, conhecido por IQar, é uma ferramenta de gestão relativa à qualidade do ar, agregado por aglomerações, mas que também permite traduzir a qualidade do ar de algumas áreas industriais e cidades. Tem por objetivos uma classificação simples e compreensível do estado da qualidade do ar, um fácil acesso do público à informação sobre qualidade do ar, através da consulta direta ou através dos órgãos de comunicação social e dar resposta às obrigações legais. Diariamente, este índice é disponibilizado pelo Instituto do Ambiente, com base em informação recolhida pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

O índice de qualidade do ar do Concelho da Maia tem vindo a melhorar desde 2005, com a diminuição do número de dias maus, fracos e médios e o aumento de dias bons e muito bons 

Número de dias por categoria do Índice de Qualidade do Ar (IQar) na Maia entre 2005 e 2014 (Fonte: Elaboração própria a partir de informação disponibilizada no QualAr)

  • Avaliação da Qualidade do Ar na Região Norte

O Concelho da Maia é atravessado por vários eixos rodoviários que constituem fontes de emissão “em linha” e no seu território existem várias fontes “pontuais” como indústrias e outras infra-estruturas que devem ser alvo de atenção no que respeita às emissões atmosféricas.

Segundo o Registo Europeu de Emissões Poluentes de 2007, na Maia existem emissões importantes provenientes da gestão de resíduos (a Central de Valorização Energética LIPOR II), do tratamento de águas residuais (ETAR de Parada) e de quatro indústrias de produção e processamento de metais.

Em termos de emissões atmosféricas, segundo o projecto “Futuro Sustentável – Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto”, estimou-se que, em 2001, cada habitante do Grande Porto emitiu cerca de 4 toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, o principal gás responsável pelo efeito de estufa (GEE). Estes são dados que reforçam a percepção de que este é um problema global e cada um de nós pode contribuir para minimizá-lo.

Para o mesmo período e a título de curiosidade, cada pessoa que habita e trabalha no Grande Porto lançou, em média, para a atmosfera 114 kg de monóxido de carbono (CO), 51 kg de compostos orgânicos voláteis excepto metano (COVnm), 33 kg de óxidos de azoto (NOx) e 6 kg de dióxido de enxofre (SO2).

Para uma medição sistemática destes e outros poluentes na Região Norte, é fundamental uma rede de monitorização da qualidade do ar, constituída por diversas estações de medição. A localização das estações tem sempre o intuito de monitorizar as zonas onde se presume que a poluição seja mais elevada e em que as concentrações médias sejam representativas das condições locais. As estações estão equipadas com analisadores automáticos que possibilitam a monitorização em contínuo de vários poluentes.

Dependendo do tipo de ambiente, as estações poderão medir predominantemente ambientes de tráfego, ambiente industrial ou de fundo (área sem fontes significativas, i.e. sem grandes fontes pontuais num raio de cerca de 5 km e sem fontes pouco importantes num raio de 300 metros). O tipo de influência que uma área tem pode ser rural/suburbana (num raio de representatividade entre 1 e 3 km).

Na Maia, existem três Estações de Medida de Qualidade do Ar (Vermoim, Vila Nova da Telha e Águas Santas), integradas na Aglomeração “Porto Litoral” da Rede de Medida da Qualidade do Ar da Região Norte, cuja gestão é da responsabilidade da CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte).

As estações de medição de qualidade do ar localizadas no Concelho da Maia estão, naturalmente, distribuídas por três locais estratégicos e medem em contínuo os seguintes poluentes:

EstaçãoTipoInícioLocalizaçãoCONOxO3SO2PM2.5PM1.0
Vila Nova da Telha** Suburbana Fundo 1999 Urbanização do Lidador,
no pátio da Escola Básica
do 1º ciclo
sim sim sim sim não  sim
Vermoim Urbana Tráfego 1998 Avenida D. Manuel II,
nas instalações de um
estádio de futebol
sim sim sim sim sim* sim
Águas Santas Urbana Tráfego 2005 Rua D. Afonso Henrique sim sim não sim não não

* O PM2,5 começou a ser medido em Novembro de 2003 e é a única estação que mede este tipo de partículas (partículas com diâmetro inferior a 2,5 µm).

** Esta é uma das estações da Aglomeração Porto Litoral em funcionamento com maior série contínua de dados válidos para os principais parâmetros da qualidade do ar.

  • Evolução das emissões e das concentrações do Índice de Qualidade do Ar (IQAr) na Região Norte

Relativamente ao Monóxido de Carbono (CO), os sectores dos transportes e da combustão residencial são as principais fontes emissoras deste poluente. A Região Norte contribui com cerca de 38% das emissões nacionais de CO e na Área Metropolitana do Porto, as emissões de CO são mais significativas devido à concentração populacional e industrial. Nos últimos anos, tem havido uma estabilização nas emissões de CO na Região Norte.

No que diz respeito ao Dióxido de Enxofre (SO2), as principais fontes de emissão na Região Norte são a combustão industrial e as fontes móveis (tráfego rodoviário, ferroviário, marítimo, aéreo). A Região Norte contribui com cerca de 7% das emissões totais nacionais deste poluente. As emissões de SO2 na Área Metropolitana do Porto são significativas, embora em fase de declínio, graças ao uso crescente de substâncias com menos enxofre e da crescente generalização do gás natural em substituição de outros combustíveis mais poluentes.

Acerca das Partículas - PM10, são os sectores da combustão industrial, residencial e comercial e dos transportes (rodoviários, marítimos, aéreos e ferroviários) as principais fontes emissoras deste poluente. A Região Norte contribui com cerca de 31% para as emissões nacionais de PM10 e a Área Metropolitana do Porto (Aglomeração Porto Litoral) destaca-se com os níveis de emissões mais elevados, da qual se inclui o Concelho da Maia. São várias as fontes de emissão de PM10 como o tráfego rodoviário, os incêndios florestais, a combustão doméstica, as obras de construção civil (fontes antropogénicas) e as areias transportadas pelos ventos com origem nos desertos de África (fontes naturais).

 De acordo com o inventário de emissões elaborado para a Região Norte, com dados de base referentes a 2003, os sectores dos transportes rodoviários e da combustão residencial e comercial são as principais fontes emissoras de Óxidos de Azoto (NOx). A Região Norte contribui com cerca de 28% para as emissões nacionais de NOx e a Área Metropolitana do Porto (Aglomeração Porto Litoral) destaca-se com os níveis de emissões mais elevados da Região.

A concentração de Ozono (O3) depende de muitos factores, entre os quais parâmetros meteorológicos e um conjunto complexo de reacções fotoquímicas que envolve a interacção de gases poluentes como o NOx, COV (compostos orgânicos voláteis), CO e o CH4 (metano). O O3 troposférico é, cada vez mais, um problema de saúde pública nas zonas urbanas da Região Norte, especialmente nos meses de Verão, o que pode constatar-se pelos dados das estações de Vermoim e Vila Nova da Telha.

Por fim, chamamos a atenção para o facto da expansão dos espaços verdes em zonas urbanas facilitar a reciclagem do ar, reduzindo os efeitos dos poluentes para a saúde e para o património natural e construído. Sobre a totalidade desses poluentes e a título de exemplo, em 2007, o IQAr na aglomeração Porto Litoral foi classificado como MUITO BOM (5% dos dias), BOM (43% dos dias) e MÉDIO (27% dos dias). Contudo também se verificou a classificação de FRACO em 24% dos dias. Não se verificou a classificação de MAU em 2007 para esta aglomeração. Os poluentes que determinaram as situações de IQAr “Médio”, “Fraco” e “Mau” foram as PM10 (em 68% dos casos) e o O3, nos restantes casos. Daqui se conclui que na região onde a Maia se insere, de uma forma geral, os poluentes mais preocupantes são as partículas e o ozono.

Para descobrir todos os espaços verdes e áreas naturais que pode usufruir na Maia e a melhor forma de se deslocar sem ter de pegar no seu automóvel, visite os espaços do nosso site: Espaços Verdes, Biodiversidade e Solo e Mobilidade. 

  • Plano de Melhoria da Qualidade do Ar da Região Norte

No âmbito do “Programa de Execução do Plano de Melhoria da Qualidade do Ar da Região Norte”, celebrado com a CCDR-N (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), o Município da Maia, preparou em 2008 a candidatura para a melhoria da qualidade do ar na Maia baseada em 8 das 24 medidas propostas. Esta candidatura, com implementação no período 2009-2011, foi aprovada e oficializada em Março de 2009 num protocolo de cooperação entre o Município e a CCDR-N.

A selecção das medidas para implementação ao nível local pretendem fazer face às necessidades do Município no sentido de reduzir as emissões de partículas para a atmosfera e são as seguintes:

Abatimento de veículos pesados e de recolha de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) mais antigos, reconverter a frota através da aquisição de novos veículos a diesel e introdução de filtros de partículasnos veículos existentes.

Reforçar a fiscalização do estacionamento para diminuir o nível de congestionamento em alguns pontos da cidade da Maia, através de:

  • Identificação dos locais de estacionamento;
  • Adequação da sinalização de trânsito a cada uma das situações caso ainda não exista;
  • Disponibilização de veículos movidos a tecnologias mais limpas para efectuar a fiscalização.

Introduzir postos públicos de abastecimento de gás natural, através da cedência de terrenos municipais para esse efeito.

Inventariar a fiscalização do licenciamento das unidades comerciais e industriais, com o objectivo de reforçar as acções de fiscalização industrial e contribuir para a identificação das indústrias existentes na sua área de actuação/abrangência.

Reduzir as emissões da combustão residencial, através da preparação de regulamentos municipais relativos à obrigatoriedade de instalação de lareiras com baixos níveis de emissões poluentes em edifícios novos.

Reforçar o varrimento e lavagem das ruas de determinadas ruas, especialmente as urbanas e as mais movimentadas do concelho, com adjudicação da prestação de serviços a uma empresa especializada.

Redução das emissões de poeiras das obras de construção civil, através da inclusão dos procedimentos do manual de boas práticas em obra no Regulamento Municipal para a Gestão dos Resíduos de Construção e Demolição (RCD).

Proceder a acções de sensibilização sobre a qualidade do ar junto do público em geral e escolar, através de uma campanha de informação e sensibilização relativa à qualidade do ar na Maia, e junto dos industriais para a utilização das melhores tecnologias disponíveis para a prevenção de emissões de poluentes.